quinta-feira, 16 de julho de 2020

Gestão do Trabalho e Educação Permanente

Live Desafios e Possibilidades da Gestão do Trabalho do SUAS e Educação Permanente em tempos de Pandemia - Desenvolvimento Social SC

Essa live da Stela será com uma abordagem diferente das que foram realizadas em parceira com a FECAM e das Sextas básicas.
Não percam!
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“Lives” para a assistência social: aprendizados, críticas e educação permanente
Gestão do Trabalho e Educação Permanente no SUAS: Um debate necessário!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Contribuição da Profissional em relação ao ECA

 Ao comemorarmos os 30 anos do ECA “quero lhes falar” ... 

Essa é uma luta histórica que desde o período da ditadura militar, muitos foram os que se envolveram para defender e proteger os direitos de crianças e adolescentes no Brasil (MNMMR, Pastoral do Menor, Profissionais, Universidades, Movimentos Sociais...).

 Nesse percurso nos envolvemos cotidianamente em efetivar princípios fundamentais do ECA: criança e adolescente como sujeitos de direitos e prioridade absoluta; responsabilidade da família, da sociedade e do Estado; criança e adolescente em condição peculiar de pessoa em desenvolvimento que sublima a Doutrina da Proteção Integral.

 Chamo a atenção que precisamos estar atentas/os à conjuntura atual e REAFIRMAR o compromisso com o ECA e que nós, profissionais da área social, temos um papel fundamental nesse processo em nosso país.

 A realidade perversa que crianças e adolescentes mais vulneráveis estão submetidos e enfrentam (letalidade infanto-juvenil, baixa qualidade do ensino, situação de rua, abuso e exploração sexual, adolescentes em conflito com a lei, institucionalização, trabalho infantil, mortalidade infantil, discriminação(segregação) étnico racial, gênero-orientação sexual, alimentação insuficiente, dependência química, falta de acesso à cultura, ao esporte, ...) exige nossa reflexão crítica e propositiva.

 Ao comemorarmos os 30 anos do ECA é necessário validar nossa capacidade de indignação, repúdio e denúncia da violação dos direitos humanos e sociais de crianças e adolescentes e suas famílias em nosso país. Isso nos exige, posição ético-política e de esperança (Paulo Freire), compromisso e atuação profissional fundados na defesa intransigente dos direitos humanos e sociais, de uma sociabilidade pautada na liberdade e na justiça social, ou seja, no fortalecimento da democracia.

 A atual pandemia desvela o grau de iniquidades produzidas historicamente por um sistema econômico e político que define um lugar/condições de sobrevivência desumanas para a grande maioria de nosso povo e que produz inúmeras formas de violências, como o encarceramento em massa de homens e mulheres e o genocídio da juventude, de forma predominante, de negras/os.

 De que lado queremos estar???

 Nossas crianças e adolescentes nos olham HOJE e também esperam de nós, um olhar!!

 A realidade exige o cuidar, o defender e o proteger...as famílias precisam ser protegidas para que possam exercer seu papel protetivo... os territórios denunciam a precariedade da vida vivida e a ausência/ fragilidade de políticas públicas efetivas...

 Democracia se (re)constrói com a participação das crianças, adolescentes e suas famílias, garantindo voz e sentido político as suas experiências e vivências, mas também, com o envolvimento dos diversos sujeitos sociais comprometidos com a infância e adolescência.

 Este é um grande desafio para que a ação política se enraíze e dê frutos na luta política tão necessária para que o ECA se efetive como conquista civilizatória da sociedade brasileira na defesa da vida!

A.S. Profª Maria Natalia Ornelas P. B. Guerra. Santos – SP
13/07/2020

terça-feira, 14 de julho de 2020

O ECA e o SUAS

O ECA e o SUAS
A presidente do CONGEMAS, Secretária Andréia Lauande encontra Iolete Silva, Presidente do Conanda e Felipe Caetano, voluntário e ex-integrante do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA) para debater sobre os desafios nos 30 anos de ECA para a garantia de proteção integral dos direitos das crianças e dos adolescentes no Sistema Único de assistência Social - SUAS.

A mediação será da Profa. Jucimeri Silveira (PUC/PR).
Quando: Facebook do CONGEMAS no dia 14 de julho (terça) as 17h00

Não Perca! Assista! Debata! Compartilhe e Divulgue!

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Reveja a LIVE

AO VIVO | Desafios do SUAS em Minas Gerais, em tempos de Pandemia

A Frente Mineira em Defesa do SUAS e da Seguridade Social promove, agora, debate com Patrícia Carvalho (CRESS-MG e CEAS-MG), deputado estadual André Quintão (Frente Parlamentar em Defesa do SUAS), Natália Sátyro (professora UFMG) e José Crus (presidente do Cogemas-MG e vice-presidente do Congemas).

Assista >  http://facebook.com/frentemineiraemdefesadosuas/videos/2505990403032734/

Sexta básica - Psicologia no SUAS #11

Por Rozana Fonseca e Joari Carvalho
“[as capacitações] parecem ser capazes de atualizar conteúdos no nível cognitivo e de ação técnico-operacional, tendo baixa influência na transformação dos saberes de referência para a prática cotidiana.”
A efetivação da educação permanente na assistência social tem sido buscada como alicerce como instrumento de reconhecimento e promoção da profissionalização do trabalho e da socialização do conhecimento entre todos os atores de serviços, gestão e controle social na Política de Assistência Social. Mesmo com a aprovação da Política Nacional de Educação Permanente do Sistema Único da Assistência Social – PNEP/SUAS, em 2014, após vários anos de discussões e formulações distintas, ainda assim muitos obstáculos financeiros, normativos, conceituais, metodológicos e de competência entre os entes governamentais foram retardando a sua implementação. Poucos são os órgãos de gestão que já implementaram seus respectivos Núcleos de Educação Permanente, muito menos foram os conselhos de assistência social que cobraram essa efetivação.
A sustentação política e técnica desta bandeira da educação permanente, grosso modo, resiste por trabalhadoras e trabalhadores sociais, principalmente mobilizados em fóruns, organizações de pessoas usuárias de serviços da assistência social, atores da academia atentas a riscos do não aprofundamento da reflexão sobre a prática e a não atualização do conhecimento dos operadores da assistência social sobre os dinâmicos e multifacetados desafios que precisariam ir enfrentando com a evolução do alcance e das novas agendas e demandas da política de assistência social a serem absorvidas pelo SUAS, mas também parte de empreendimentos de consultorias especializadas que investiram na produção de tecnologias e estratégias modernas e coerentes de processos de aprendizagem em serviço que superaram a então predominante mera comercialização de capacitações pontais, fragmentadas e a toque de caixa.
O resultado do esforço pela educação permanente na assistência social não era e não é em vão, mas alguns estudos já vinham alertando sobre o efeito paradoxal ou a falta do efeito esperado com as experiências já adotadas em diversas modalidades, ainda em capacitações fragmentadas, apartadas de planos de assistência social e alienadas da reflexão da e sobre a assistência social como política pública garantidora de direitos de proteção social, inclusive demonstrando que não estavam tendo consequência nem para discursos ou para transformação dos saberes de referência para a prática cotidiana[1] ou fazer frente ao retorno do conservadorismo moralista sobre o próprio fazer de trabalhadores sociais e sobre as famílias atendidas[2].
A participação como área considerada essencial convocada publicamente para o enfrentamento da pandemia se apresentou como imperativo para um conjunto de profissionais, gestores, conselheiros e outros atores predominantemente pouco familiarizados com a situação e com pouco conhecimento reunido de experiências anteriores ou de estudos teóricos ou comparativos que pudessem subsidiar as respostas esperadas. Muitas soluções mais ou menos coerentes tem sido produzidas, mas em alguns lugares as ideias de referência da assistência social como política pública parecem ter evaporado.

Outra dificuldade a ser contornada, onde a assistência social se afirma, foi e está sendo adotar modalidades remotas de gestão e socialização do conhecimento para sustentar as ações em suas sucessivas mudanças por conta das novas demandas, das condições de oferta ou. Tal como em outras esferas da própria sociedade, multiplicam-se experiências novas ou a expandem-se reuniões virtuais, transmissões de debates e até algumas formas de orientação e supervisão a distância, em diversos tipos de plataformas. O próprio projeto Sextas Básicas foi formulado e compartilhado em encontros virtuais no canal de transmissões ao vivo (live stream) como uma ação do Blog Psicologia no SUAS para colaborar com a comunidade da assistência social sobre alguns temas considerados básicos por seus coorganizadores em relação à interface do SUAS com a pandemia.
Com isso, compreensiva, justificada e necessariamente, é também imperativo a atores do SUAS poderem analisar e debater, pelo menos preliminarmente, os efeitos esperados e colaterais dessas transmissões até agora e a sua própria eventual demasia neste momento de emergência. O que fazer com tantas e eventualmente repetidas informações? O resultado está sendo compartilhado entre equipes ou é uma busca individual e solitária a meios de conhecimento para uma reflexão teórico-prática compensatória sobre um trabalho social estéreo? É preciso avaliar se o uso dessas tecnologias de informação e comunicação (TICs) veio para ficar em definitivo, ou não, e se estamos preparados, ou não, para o uso delas.

Podemos manter as lives ou congêneres não pela falta de opções, mas sim como possível ferramenta para potencializar a própria educação permanente na direção para a qual fora concebida à luz da PNEP/SUAS. Esse processo não pode se converter em mera acumulação de informações, sem agregar à formação de novas trabalhadores e novos trabalhadores sociais para uma renovada assistência social como política de direito. As lives e outras experiências mediadas pelo uso da internet nãoforam criadas agora, mas o seu uso foi intensificado notavelmente neste período da pandemia, o que aponta um caminho criativo e emancipador de novas potencialidades ou será mais uma forma de precarizar ainda mais a formação e implementação de políticas sociais? Que respostas o Sextas Básicas e a assistência social estão elaborando para essas perguntas?

Notas
[1]     Maria Cristina Abreu Martins de Lima, O que pensam os trabalhadores do sistema único de assistência social (suas) a respeito de temas centrais do cotidiano socioassistencial?, Boletim de Análise Político-Institucional nº 13, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, outubro 2017, p. 45-49. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/boletim_analise_politico/171020_bapi_13_6.pdf
[2]     Jucimeri Isolda Silveira, Assistência social em risco: conservadorismo e luta social por direitos. Serv. Soc. Soc. [online]. 2017, n.130, pp.487-506. ISSN 0101-6628.  Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0101-6628.120.

Contribuições para o momento atual - Enriquez

Eugène Enriquez na conferência ”Jogos do poder e angústias fundamentais da instituição”, em 17/11/2014, em atividade de homenagem ele e lançamento do livro “Jogos de Poder na Empresa”(Zagadoni Editora, 2014), pelo Laboratório de Estudos em Psicanálise e Psicologia Social (Lapso), do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (PST), do Instituto de Psicologia (IP) da USP. 
Disponível para assistir e baixar em: http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=25365


 Eugène Enriquez na conferência ”Poder e Processos Institucionais: o trabalho de morte nas instituições”, em 18/11/2014, em atividade de homenagem ele pelo Laboratório de Estudos em Psicanálise e Psicologia Social (Lapso), do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (PST), do Instituto de Psicologia (IP) da USP.
 Disponível para assistir e baixar em: http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=25367

Um momento aparentemente bastante oportuno para evocar Enriquez para colaborar na leitura do que temos vivido..

EDUCAÇAO POBREZA E DESIGUALDADE SOCIAL aula inaugural parte 4